Bichovidente

As 22 cartas

Banho

XIII · A Morte · Death

Banho

  • Fim e Começo
  • Mudança
  • Cheiro Novo

Na posição normal

Poucas cartas são tão mal compreendidas: A Morte, no tarô, quase nunca fala de um fim literal — fala de um ciclo que se encerra para outro nascer. Neste baralho, a grande transformação é o banho. O cheiro reunido com esforço ao longo da semana desce pelo ralo em quatro minutos, e o que sai enrolado na toalha atravessa a casa inteira tentando refazer tudo do começo.

Invertida

Invertida, a virada acontece por dentro e sem cena nenhuma. Por fora nada mudou, mas alguma coisa já se soltou: um canto da casa que perdeu a graça, um brinquedo que virou objeto qualquer no chão. A renovação começou em silêncio, no ritmo mais discreto que existe. A última pessoa a ficar sabendo mora na mesma casa.

Invertida não é má notícia aqui. É a mesma energia voltada para dentro, e não para fora.

Na cena do baralho canino

Algo termina, algo começa — no mundo do cachorro, é assim que o banho funciona. Lava o velho e traz o novo.

Para hoje Nem que seja só lavar as patas e a cara — termine com um petisco maior para celebrar o recomeço.

Na cena do baralho felino

Muda de Pelo

A cada lambida da limpeza, sai voando mais um tufo de pelo velho. Quando o pelo antigo vai embora de vez, no lugar dele nasce um novo, macio.

Para hoje Escove hoje e veja o pelo velho ir embora, tufo por tufo.

Tirar as cartas de hoje

Outras cartas

Este é um tarô só por diversão. Reescrevemos os Arcanos Maiores para a vida de cachorro; ele não prevê nem aconselha nada. Nada aqui tem relação com decisões de saúde ou comportamento.

A arte das cartas é do baralho Rider–Waite (1909, domínio público).