
XIII · A Morte · Death
Banho
- Fim e Começo
- Mudança
- Cheiro Novo
Na posição normal
Poucas cartas são tão mal compreendidas: A Morte, no tarô, quase nunca fala de um fim literal — fala de um ciclo que se encerra para outro nascer. Neste baralho, a grande transformação é o banho. O cheiro reunido com esforço ao longo da semana desce pelo ralo em quatro minutos, e o que sai enrolado na toalha atravessa a casa inteira tentando refazer tudo do começo.
Invertida
Invertida, a virada acontece por dentro e sem cena nenhuma. Por fora nada mudou, mas alguma coisa já se soltou: um canto da casa que perdeu a graça, um brinquedo que virou objeto qualquer no chão. A renovação começou em silêncio, no ritmo mais discreto que existe. A última pessoa a ficar sabendo mora na mesma casa.
Invertida não é má notícia aqui. É a mesma energia voltada para dentro, e não para fora.
Na cena do baralho canino
Algo termina, algo começa — no mundo do cachorro, é assim que o banho funciona. Lava o velho e traz o novo.
Para hoje Nem que seja só lavar as patas e a cara — termine com um petisco maior para celebrar o recomeço.
Na cena do baralho felino
Muda de Pelo
A cada lambida da limpeza, sai voando mais um tufo de pelo velho. Quando o pelo antigo vai embora de vez, no lugar dele nasce um novo, macio.
Para hoje Escove hoje e veja o pelo velho ir embora, tufo por tufo.
Outras cartas
- 0 Primeiro Passeio
- I Mágico de Petisco
- II Observadora da Janela
- III Rainha da Almofada
- IV Rei do Sofá
- V Senta, Espera
- VI Protetor e Eu
- VII Disparada na Trela
- VIII Diante do Cachorro Grande
- IX Dentro do Edredom
- X Campainha
- XI Petisco é Justo
- XII Barriguinha para Cima
- XIV Tigela de Água
- XV Tentação do Sapato
- XVI Vaso Caído
- XVII Passeio de Madrugada
- XVIII Patrulha Noturna
- XIX Tomar Sol
- XX Chamar pelo Nome
- XXI Toda a Família Reunida
Este é um tarô só por diversão. Reescrevemos os Arcanos Maiores para a vida de cachorro; ele não prevê nem aconselha nada. Nada aqui tem relação com decisões de saúde ou comportamento.
A arte das cartas é do baralho Rider–Waite (1909, domínio público).