
XIV · A Temperança · Temperance
Tigela de Água
- Equilíbrio
- Devagar
- Recuperação
Na posição normal
Na Temperança tradicional, uma figura passa água de uma taça para outra sem derramar uma gota: é a arte da medida certa e da paciência. Na nossa versão a medida é outra — goles curtos e demorados na tigela, um fio de pelo de cada vez no sol da tarde, quarenta minutos para terminar uma tarefa que ninguém pediu. A paciência desta casa nunca esteve dividida em partes iguais.
Invertida
De cabeça para baixo, o equilíbrio se recolhe. A busca pela medida continua, só que sem plateia: menos corrida pela sala, mais tempo parado acertando o próprio compasso por dentro. Não é desânimo, é afinação. E ninguém aqui recebe o comunicado de que a afinação começou.
Invertida não é má notícia aqui. É a mesma energia voltada para dentro, e não para fora.
Na cena do baralho canino
Um gole de cada vez, sem pressa. Hoje quem ganha é quem não corre — metade brincadeira, metade descanso.
Para hoje Faça o passeio na metade da velocidade e deixe cheirar o dobro.
Na cena do baralho felino
Se Limpando ao Sol
Deitada ao sol, se limpando devagar e com cuidado. Hoje o equilíbrio entre agitação e pausa é tudo que importa.
Para hoje Encontre um lugar ao sol e observe enquanto se limpa — cinco minutos de silêncio é perfeito.
Outras cartas
- 0 Primeiro Passeio
- I Mágico de Petisco
- II Observadora da Janela
- III Rainha da Almofada
- IV Rei do Sofá
- V Senta, Espera
- VI Protetor e Eu
- VII Disparada na Trela
- VIII Diante do Cachorro Grande
- IX Dentro do Edredom
- X Campainha
- XI Petisco é Justo
- XII Barriguinha para Cima
- XIII Banho
- XV Tentação do Sapato
- XVI Vaso Caído
- XVII Passeio de Madrugada
- XVIII Patrulha Noturna
- XIX Tomar Sol
- XX Chamar pelo Nome
- XXI Toda a Família Reunida
Este é um tarô só por diversão. Reescrevemos os Arcanos Maiores para a vida de cachorro; ele não prevê nem aconselha nada. Nada aqui tem relação com decisões de saúde ou comportamento.
A arte das cartas é do baralho Rider–Waite (1909, domínio público).