
XVII · A Estrela · The Star
Passeio de Madrugada
- Esperança
- Paz
- Clareza
Na posição normal
Logo depois da Torre vem A Estrela: a carta da serenidade que chega quando a poeira assenta, com uma luz pequena bastando para o caminho inteiro. Aqui ela mora na rua vazia antes de o mundo acordar e na almofada da janela virada para o céu. Dos dois que saem para esse silêncio, só um escolheu a hora. O outro vestiu um casaco por cima do pijama.
Invertida
Invertida, a esperança acende para dentro. A luz continua ali, só que ninguém de fora repara: é a quietude no canto preferido, o olhar meio distante de quem guardou alguma coisa boa e não pretende dividir. Não é preciso chamar nem animar. Sentar por perto sem dizer nada já conta como companhia.
Invertida não é má notícia aqui. É a mesma energia voltada para dentro, e não para fora.
Na cena do baralho canino
Quando ninguém está na rua, os dois caminham juntos. Hoje a mente fica limpa com o silêncio.
Para hoje Saia mais cedo ou mais tarde do que de costume — ruas vazias o tornam diferente.
Na cena do baralho felino
Luz da Janela
Ela senta na almofada da janela e observa o céu estrelado em silêncio. Hoje, uma pequena luz basta para iluminar tudo, e a mente se aquieta numa paz clara.
Para hoje À noite, coloque uma almofada perto da janela e observe as estrelas em silêncio ao lado dela.
Outras cartas
- 0 Primeiro Passeio
- I Mágico de Petisco
- II Observadora da Janela
- III Rainha da Almofada
- IV Rei do Sofá
- V Senta, Espera
- VI Protetor e Eu
- VII Disparada na Trela
- VIII Diante do Cachorro Grande
- IX Dentro do Edredom
- X Campainha
- XI Petisco é Justo
- XII Barriguinha para Cima
- XIII Banho
- XIV Tigela de Água
- XV Tentação do Sapato
- XVI Vaso Caído
- XVIII Patrulha Noturna
- XIX Tomar Sol
- XX Chamar pelo Nome
- XXI Toda a Família Reunida
Este é um tarô só por diversão. Reescrevemos os Arcanos Maiores para a vida de cachorro; ele não prevê nem aconselha nada. Nada aqui tem relação com decisões de saúde ou comportamento.
A arte das cartas é do baralho Rider–Waite (1909, domínio público).